Bem sei que ninguém me encomendou o sermão, mas nem imaginam como eu já estava pelos cabelos com cantares revolucionários! Mesmo tendo tido o cuidado de seleccionar músicas com genuína qualidade, excepção feita àquele hediondo Somos Livres de uma Ermelinda Duarte de nada saudosa memória. Que até teve direito a uma variante, em 1975. A versão alternativa do refrão era assim:
Um comunista voava, voava
Duma janela dum décimo andar
Como ele 'inda há muitos,
'Inda há muitos p'ra atirar!
E que dizer daquela outra (José Alberto Moniz & Maria do Amparo?) que berrava insanidades como Força, Força companheiro Vasco? Na ingenuidade dos meus 14 anos, das primeiras vezes que a ouvi até julgava ser companheiro basco... até apurar o ouvido ou alguém me ter tirado as ilusões. E no entanto, uns anos depois, troquei meia dúzia de palavras com o cantor num restaurante e achei-o uma pessoa encantadora e educadíssima! Andava quase tudo transtornado, quer-me parecer.
Fecho esta Semana de Abril com broche de ouro. Aliás esta música já tinha sido pedida, não me lembro se pelo Alien ou pelo Anónimo. Alerta, José Mário Branco. Até foi ao festival. Tenho uma certa pena de que não tenha saído vencedora. Imaginam o pratinho que seria desfrutar as caras atónitas dos júris do resto da Europa ao lerem a tradução da letra? Foi mesmo uma pena que o júri nacional não tivesse sentido de humor e que não tenha dado maliciosamente a vitória a este cântico guerreiro. Ganhou o Duarte Mendes com uma música bem bonita cujo título esqueci.
Para os comentários, fica aqui um desafio: e as frases dos anarcas, as divertidíssimas frases dos anarcas rabiscadas em paredes, quem se lembra delas? Deixo aqui três:
Alguém se lembra de mais?
Um comunista voava, voava
Duma janela dum décimo andar
Como ele 'inda há muitos,
'Inda há muitos p'ra atirar!
E que dizer daquela outra (José Alberto Moniz & Maria do Amparo?) que berrava insanidades como Força, Força companheiro Vasco? Na ingenuidade dos meus 14 anos, das primeiras vezes que a ouvi até julgava ser companheiro basco... até apurar o ouvido ou alguém me ter tirado as ilusões. E no entanto, uns anos depois, troquei meia dúzia de palavras com o cantor num restaurante e achei-o uma pessoa encantadora e educadíssima! Andava quase tudo transtornado, quer-me parecer.
Fecho esta Semana de Abril com broche de ouro. Aliás esta música já tinha sido pedida, não me lembro se pelo Alien ou pelo Anónimo. Alerta, José Mário Branco. Até foi ao festival. Tenho uma certa pena de que não tenha saído vencedora. Imaginam o pratinho que seria desfrutar as caras atónitas dos júris do resto da Europa ao lerem a tradução da letra? Foi mesmo uma pena que o júri nacional não tivesse sentido de humor e que não tenha dado maliciosamente a vitória a este cântico guerreiro. Ganhou o Duarte Mendes com uma música bem bonita cujo título esqueci.
Para os comentários, fica aqui um desafio: e as frases dos anarcas, as divertidíssimas frases dos anarcas rabiscadas em paredes, quem se lembra delas? Deixo aqui três:
A terra a quem a trabalha. Mortos fora do cemitério JÁ!
Nacionalização imediata da bola de Berlim e do bolo inglês!
As p...s ao poder, que os filhos já lá estão!
Nacionalização imediata da bola de Berlim e do bolo inglês!
As p...s ao poder, que os filhos já lá estão!
Alguém se lembra de mais?


17 comentários:
Ai Teresa, Teresa... espero que não entre aqui ng... nem sei como te dizer (largo sorriso) "broche de ouro"??? Aconselho-te a indagares no calão nacional...
Todavia, para as mentes conspurcadas aqui fica:
Broche - fecho de metal ou joia munida de um grosso alfinete. Fecho de metal, para conservar fechados livros ou pastas.
Bom e, agora o poste, não me lembro de nada dessa altura (vivia escondida numa caverna em T-os-Montes), mas não gostei da frase dos anarcas "... mortos fora do cemitério, JÁ!" ké ké isto?? detesto que mexam na minha propriedade!! grunfff
Ri coma Bola de Berlim e o Bolo Inglês!
A última frase é anarca?? hihihihihi
beijo d'enxofre
Onde andas tu, Vladimir?!
PROMESSASS!
Ploooinnng!
OPERÁRIOS E CAMPONESES, ALIENS, SOLDADOS E MARINHEIROS, SEMPRE, SEMPRE AO LADO DO POVOO!
OUVI DIZER POLVOO?
Acaso me chamaram?
Ouvi falar em broches de ouro...
Maria Gustava e o resto não digo,
(tosse discreta)
Isto é um cantinho familiar.
MODERE-SEE!
¡ Hola! ¿ Qué tial?
Piués qui siego en mi labiuta para entreniar mi portuguiés piero la tariefa no iés niada fiacil y mi tiengo viesto en pialpos de arianha (¿Estian iustiedes viendo qué incliuso ya he apriendido friases idiomiaticas?)
Mi diudia estiá en la expriessión qui la señora Dueña de lo Blioguio ha iutilizadio hoy en su piost. Yo hie recurrido a incontiables diccionarios y no me ha sido piossible un signifiquiado para la paliabra “broche”. Sí qué he enquiontriado lo qué signifiquia “ouro”, que és lo miesmo que lo nuestrio “oro”, ¡piero “broche” todiavia no!
¿Piuede alguiuno de iustiedes ayudiarme?
¡DIUDAA!
Pensava eu ter encontrado um local de plácido e salutar convívio, expurgado das indecências que por aí pululam, quando ínadvertidamente venho a descobrir ser a própria Dona do Blóguio a dar o (mau) exemplo e a num único artigo fazer uso por duas vezes (duas vezes, sim) de palavras do mais ordinário e baixo calão que conspurca a notável e nobre língua portuguesa.
É certo de que uma das palavras é, apenas, insinuada, com a substituição de várias das letras que a compõem por pontos. Ainda assim, reputo de incomensurável vilaneza e baixeza o recurso a tão impróprios e estapafúrdios vocábulos!
Até hoje, eu e minha distinta e amada Família fazíamos dos artigos da Dona do Blóguio e dos comentários bem-dispostos que os mesmos suscitavam, leitura habitual e digestiva.
Neste momento, toda a pundonorosa e antiquíssima Família Favaios se interroga, estupefacta, sobre por que obras do Sarnento se deixou enredar pelo suposto bom-humor e putativo acutilante espírito dos intervenientes (com aquela odienta e desprezível Dona do Blóguio à cabeça), fazendo tábua-rasa dos seus mais antigos e sagrados valores, que têm vindo a ser transmitidos de geração em geração, desde tempos imemoriais.
Como representante legítimo desta honradíssima família, insto-a, Senhora Dona do Blóguio, a retractar-se publicamente (e pudicamente, já agora!).
O decoro, a Moral, os bons costumes e todas as Virtudes hão-de redimir este País e livrá-lo de quantos persistem ignominiosamente em acolher-se no seu seio sob a única justificação de que foram paridos em solo pátrio (maldita hora, a de cada um desses sucessos!)
FRANCAMENTEE!
Este Bento de comprido nome não será aparentado com aquele Novo do Restelo que era azul e depois já não conseguia ser coisa alguma do prisma cromático?
Pelo que percebi, o gaijo até tem alguma razão. A patroa do blóguio que se explique,
CLAREZAA!
Pois ieu quiero que o galiego se entretenia com las pregadieiras de oro. Persupuestio!
PAZADAS E FORNO COM ELESS!
Eis algumas frases dos "anarcas" que ainda recordo:
- O último a sair que apague a luz (nas paredes do aeroporto da Portela).
- Abaixo os organismos de cúpula. Vivam os orgasmos de cópula!
- Ora agora apaguem lá esta (na parede de um prédio da Av. Álvares Cabral, acabada de pintar).
- Vasco, volta (nas paredes do Hospital Júlio de Matos).
ARS
P.S. Teresa, a tua sorte é que tenho as colunas avariadas.
Santo Deus, a celeuma que uma simples palavrinha pode ocasionar!
Em minha defesa, devo dizer que sempre a usei e continuarei a usá-la, à tal palavrinha para designar um enfeite. Nada de pregadeira, alfinete de peito, etc. Para mim é um broche. Tenho dito, não me chateiem.
Esclarecimento: o inquérito só permite uma votação por dia. Podem e devem continuar a votar, mas o sistema só admite um voto diário por pessoa.
Informação coltoral sobre a música tão jeitosa que neste momento toca na nossa Grafonola Ideal:
Los Pop Tops were a vocal/instrumental group formed in 1967 in Madrid, Spain and consisting of José Lipiani, Alberto Vega, Ignacio Pérez, Julián Luis Angulo, Enrique Gómez, Ray Gómez plus lead singer Phil Trim (born January 5, 1940 in Trinidad and Tobago).
They are best known for their 1971 hit "Mamy Blue" [sic] , referring to a son's poignant song addressed to his mother about his childhood memories and life in general, sometimes spelled Mommy Blue or Mammy Blue and misspelled as Mummy Blue which was a Top 10 hit throughout much of Europe and a minor chart hit in the USA and Canada as well. In addition they produced the 1972 hit single "Suzanne Suzanne".
Tenho uma vaga (e horrorizada) lembrança deste último.
A Wikipedia é um mundo!
O pior é que de caminho também li o seguinte sobre estes energúmenos:
Their first release to gain attention was "Oh Lord, Why Lord" from 1968. It was the first pop song to incorporate the melody of Pachelbel's Canon in D. That single's B-side, "The Voice Of The Dying Man" (based on a Johann Sebastian Bach composition) was also recorded in Spanish as "La Voz del Hombre Caido".
Ó valha-me Deus!!! Ainda bem que nunca ouvi tal coisa! O Canonm de Pachelbel é há longos ano um trecho por mim venerado!
Ploooinnng!
QUÉÉ?!
Peço desculpa ao autor, mas decidi apagar o último comentário aqui deixado. Percebo a intenção e a brincadeira, mas julgo preferível evitar dar azo a coisas que, sabendo como começam, não sabemos como acabam.
Nenhum de nós gostaria certamente de ver este blóguio enveredar por caminhos onde o palavrão é consentido e corriqueiro. Julgo que todos estarão de acordo comigo.
Ploooinnng!
APOIADOO!
Desculpem. A partir de agora só escrrevo palavras que a coordenadora do blog usar.
BROCHEE!
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