Lembram-se de eu, num post recente (este), ter falado do meu velho livro de autógrafos? Pois encontrei-o em casa da minha Mãe.
Era uma coisa tipicamente feminina, quase todas as meninas tinham um. Neste livrinho tenho autógrafos do 3.º, do 4.º e do 5.º anos. Não resisto a pôr aqui um da Isabel Almeida (Carocha), no 4.º ano, que me deu uma imensa vontade de rir:
Ambições literárias?! Eu?! Ela?! Hilariante, principalmente se considerarmos que isto foi escrito por uma catraia de treze anos. Nunca mais soube nada dela, escritora julgo que não será. No 5.º ano viríamos a dar-nos muito bem, ela tinha afinal (ou desenvolveu-o entretanto) um grande sentido de humor.
Passemos agora ao 5.º ano. Como já o referi, entro a matar com o autógrafo do António:
Leva indiscutivelmente o prémio de melhor autógrafo! Mas vejamos outros...
Confesso que dei tratos de polé à memória para tentar descobrir quem seria este Carlos Morgado. Acabei por me lembrar: era um tipo que entrou a meio do ano e se sentava atrás do Rui Serra.
Amoroso, o autógrafo, não acham? Devia ter-lhe esfregado as trombas com ele! Tudo porque tanto eu como a Clara e o João Viegas estivemos em risco de não dispensar por causa do comportamento. Até poderíamos ter média de 18, se tivéssemos dois medíocres em comportamento, nada feito! E nós já tínhamos tido um no segundo período...
Do Rui Serra, que tentava fazer-me despertar para as belezas e para a poesia da Matemática. Debalde (já sabem que não resisto a esta palavra, é mais forte do que eu).
Do Patrício. Suponho que o boneco pretenda representar-me - as Quatro Terríveis foram de tranças no último dia de aulas, lá muito para trás há retratos nossos nessa linda figura (aqui e aqui).
Do Luís Matias e do Artur, nesse dia todo entregue às musas.
É bem verdade que os pecados antigos projectam sombras compridas... Não vamos mortificar o Luís Branco com a lembrança embaraçosa deste período de profundo desnorte da sua vida, pois não? O outro autógrafo é do Raul.
Apesar das caligrafias diferentes, julgo que estes dois são do Zé Serrano.
Por hoje ficamos por aqui. Tenho mais, tenho... E tenho um outro livro só com autógrafos do 7.º ano. Para variar, não sei onde estáa, nem desconfio. Também para variar, estou convencida de que o hei-de encontrar.
Deixo-vos com um último, para fechar em beleza. Este é do Raposo, que se deve ter apropriado do livrinho.
Era uma coisa tipicamente feminina, quase todas as meninas tinham um. Neste livrinho tenho autógrafos do 3.º, do 4.º e do 5.º anos. Não resisto a pôr aqui um da Isabel Almeida (Carocha), no 4.º ano, que me deu uma imensa vontade de rir:
Ambições literárias?! Eu?! Ela?! Hilariante, principalmente se considerarmos que isto foi escrito por uma catraia de treze anos. Nunca mais soube nada dela, escritora julgo que não será. No 5.º ano viríamos a dar-nos muito bem, ela tinha afinal (ou desenvolveu-o entretanto) um grande sentido de humor.Passemos agora ao 5.º ano. Como já o referi, entro a matar com o autógrafo do António:
Leva indiscutivelmente o prémio de melhor autógrafo! Mas vejamos outros...
Confesso que dei tratos de polé à memória para tentar descobrir quem seria este Carlos Morgado. Acabei por me lembrar: era um tipo que entrou a meio do ano e se sentava atrás do Rui Serra.Amoroso, o autógrafo, não acham? Devia ter-lhe esfregado as trombas com ele! Tudo porque tanto eu como a Clara e o João Viegas estivemos em risco de não dispensar por causa do comportamento. Até poderíamos ter média de 18, se tivéssemos dois medíocres em comportamento, nada feito! E nós já tínhamos tido um no segundo período...
Do Rui Serra, que tentava fazer-me despertar para as belezas e para a poesia da Matemática. Debalde (já sabem que não resisto a esta palavra, é mais forte do que eu).
Do Patrício. Suponho que o boneco pretenda representar-me - as Quatro Terríveis foram de tranças no último dia de aulas, lá muito para trás há retratos nossos nessa linda figura (aqui e aqui).
Do Luís Matias e do Artur, nesse dia todo entregue às musas.
É bem verdade que os pecados antigos projectam sombras compridas... Não vamos mortificar o Luís Branco com a lembrança embaraçosa deste período de profundo desnorte da sua vida, pois não? O outro autógrafo é do Raul.
Apesar das caligrafias diferentes, julgo que estes dois são do Zé Serrano.Por hoje ficamos por aqui. Tenho mais, tenho... E tenho um outro livro só com autógrafos do 7.º ano. Para variar, não sei onde estáa, nem desconfio. Também para variar, estou convencida de que o hei-de encontrar.
Deixo-vos com um último, para fechar em beleza. Este é do Raposo, que se deve ter apropriado do livrinho.
Gostaram?

5 comentários:
Ó Teresa,... olha que falta um terceto no soneto. Comi-o ou a folha não dava para mais?
A.
Falta mais do que um terceto. Poderias ter passado para a página seguinte, acho que aqui foi uma liberdade artística tua, optaste por adaptar os versos que mais convinham...
Recordar é viver.
Isto é muito interessante.
Na vossa passagem pelo LICEU não tiveram "Jogos Florais".
Li uma vez uma série de poemas que foram queimados, ao fazerem as limpezas das caves.
Se alguns Camonianos tiverem poemas e sátiras aos professores, era de bastante interesse fazerem parte das publicações a editar no Centenário do edifício do Liceu e 107 anos do mesmo.
O Mendonça deve ter uma vasta produção poética.
Talvez através do Crisfal se arranje o contacto dele.
Enfim... é só uma ideia...
BATATAA!
Estamos na fase "vira o disco e lê o mesmo"?
Enviar um comentário