quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Decorações natalícias (a pedido)

Pede-me o nosso querido C(x)ívico Anacleto (o nosso-guarda-predilecto) que deixe aqui algumas sugestões em matéria de enfeites de Natal, sugestões que possam ser uma orientação para a S'Dona Almerinda, sua estimável mulher. A confiança que assim me é demonstrada desvanece-me, mas a verdade é que estou muito longe de ser uma Truddy (e onde andará ela, a nossa saudosa Truddy?...).

Posso apenas dizer que não gosto de grandes misturadas em matéria de cores: duas no máximo.

Cara Almerinda, esta é a minha árvore de Natal: repare que usei apenas o encarnado e o dourado. Sim, a árvore é artificial, coisa que repugna a muito boa gente mas que eu acho muito sensata em vários aspectos - é uma economia, uma vez comprada escusa de voltar a pensar no assunto, é só ir buscá-la à caixa no ano seguinte e armá-la; não se colabora com a destruição que todos os anos, por esta época, assola matas e florestas. Só vantagens, como vê.

Mas não me fico pela árvore, gosto de espalhar enfeites por toda a casa... e não só. Nem o meu local de trabalho escapa. Ora veja como a minha secretária ficou alegre com esta bonecada!
Mais logo tentarei dar-lhe mais algumas ideias, agora é impossível - peço que me desculpem.
Trudy, querida Truddy! Não quererá a minha amiga intervir agora neste tema em que tanto terá a ensinar-nos?

7 comentários:

Anónimo disse...

Boaj noitej a todoj.

Menina Tereja, Menina Tereja! Ejtou dejbanexido! Já dixe à Almerinda para ir ber ao computador maj ela num xe entende muito bem com o animal e portantoj xó bai ber ejtaj fotografiaj quando eu maij loguinho depoij do turno xegar a caja. Tenho a xerteja de que ela bai gojtar imenxo muito embora ela xeja um bocadinho maij fejtiba no que dije rejpeito àj corej. Ela gojta maij de pôr tudo com muitaj corej e eu nunca tinha perxebido por que é que ficaba enjoado quando olhaba para a árbore de Natal lá de caja maj agora perxebo: é que aquilo parexe um arco-írij todo dejorganijado ou, melhor ainda, um mojtruário da Robbialac(também dejorganijado), com tantaj corej que a Almerinda lhe bota em xima! E, na berdade, tantaj corej numa árbore tão pequerricha debem de mexer com o xentro do equilíbrio da pexoa e uma pexoa fica almariada. O problema bai xer combenxer a Almerinda a utilijar no máchimo duaj corej porque ela ejtá combenxida, julgo eu, que quanto maij corej maij a bijinhanxa xe rói de imbeja e num há nada que deixe a Almerinda maij felij do que ber a bijinhanxa a roer-xe de imbeja dalguma coija que tenhamoj em caja.

Quanto a mim, xou-lhe xincero: gojto, embora ache que apejar daj duaj corej (o Xenhor Doutor Fernão Malaquiaj Pereira - que a ejta hora já debe de ejtar a gojar o dejcanxo eterno, Deuj abenxoe a xua alma e o tenha lá muito tempo xem nenhum de nój - enxinou-noj que o branco num é uma cor - é cada ideia que elej têm maj naquela altura a gente num podia dijcutir o que elej dijiam e portantoj fiquei a xaber que o meu frigorífico num tem cor e que oj carroj aqui da pêéchepê xão apenaj ajuij e àj bejej encarnadoj - duaj corej como a árbore da Menina Tereja!), dijia eu, retomando o fio à cumberxa, que apejar de xó ter duaj corej (o bermelho e o dourado), acho-a um pouco carregadinha de maij, como um boa xepa em ano de muito binho. Maj pronto, cada um é como cada qual, e xe a Menina Tereja, que ejtá xempre a par daj últimaj tendênciaj, gojta axim, nój é que ejtamoj erradoj e debíamoj todoj aprender com a Menina Tereja.

Também reparei no fôtei e fico a perxeber, Menina Tereja, que a bidinha lhe debe de ejtar a correr muito bem. È berdade que num je bê o rejto da caja maj je lá cabe um fôtei que é uma categoria, bou-lhej contar: a Menina Tereja debe de xer montada na nota. Boa, Menina Tereja! Haja alguém que bingue nejte mundo. Que lhe faxa muito bom probeito e que o xaiba gojar como a Menina Tereja por xerto merexe. Eu num tenho imbeja nenhuma!

Parexe-me é que podia mandar afagar o xãojinho. Eu conhexo uma pexoa (ainda é meu primo afajtado) que xe a Menina Tereja quijer lhe dá conta do recado em menoj do que nada e lhe faje um prexo ejpexial deribado àj relaxõej que tem aqui com ejte xeu dedicado admirador e amigo. Xe a Menina Tereja quijer, é xó dijer-me. Bai ber como o xeu xãojinho fica a brilhar...

Ainda tenho de lhe dijer que num xei como a Menina Tereja conxegue trabalhar no computador com tanta tralha à bolta maj logo à noite eu e a Almerinda já bamoj pôr um naperon por xima do monitor (como a Menina Tereja tem o barrete de Pai Natal) e também ejpalhar unj bonecoj que por lá andam, a comexar pela boneca ejpanhola que trouchémoj de Benidorm naj últimaj fériaj e que até agora tem ejtado em xima da noxa cama, entre duaj almofadaj de xetim cor de roja com a forma de um coraxão, que foram prejente de cajamento de um primo da Almerinda que bibe na Pampulha e que é mau comoj aj cobraj. Tenho a xerteja de que, apejar de num ter a ber cum o Natal, a bonecada, como a Menina Tereja dije, bai ficar ali muito bem!

E agora tenho de me ir embora porque bai comexar o turno. Bou aí por exaj ruaj de Lijboa prebenir (de preferênxia) ou combater (xe tiber de xer) o crime.

Boaj noitej boj dê Deuj.

XÍVICO ANACLETO: O BOXO GUARDA PREDILECTOO!

Anónimo disse...

Teresa:

Não me consigo conter!

A propósito das árvores de Natal "naturais", passo a citá-la: "não se colabora com a destruição que todos os anos, por esta época, assola matas e florestas. Só vantagens, como vê".

Eu diria: só um grande disparate, como se lê!

Acaso tem conhecimento que os pinheiros de Natal "naturais" são provenientes de desbastes - operações culturais fundamentais em silvicultura para um correcto ordenamento florestal?

Saberá que esses jovens pinheiros sujeitos a desbaste, caso não sejam utilizados como árvores de Natal, são, regra geral, queimados?

Julgará que o pinheiro-bravo ou o pinheiro-manso são os linces-ibéricos da flora?

Terá consciência que as árvores de Natal sintéticas são produzidas com derivados do petróleo?

Tenho a certeza que não tem noção de nada disto. Só o seu desconhecimento justifica a barbaridade que escreveu.

Em rigor lhe digo que o que me preocupa não é a projecção que uma "calinada" destas possa ter a partir de um blog com meia dúzia de leitores. O que me afecta, sim, é que alguém com formação acima da média, "encarneire" atrás de chavões proferidos (quando não ditados) por ignorantes, cujo conhecimento do mundo rural se resume ao fascínio pela cegonha que viu na A2 a caminho do Algarve e à intensa experiência campestre vivida num longíquo fim de semana em Rebordainhos Fundeiros.

Ouso deixar-lhe um conselho: se pretende emitir opinião sobre temas que não domina, estude-os previamente; em alternativa, de boca aberta, deixe entrar a mosca...

BOAS FESTASS!

P.S. Estou certo que, a devido tempo, nos elucidará sobre a distinção entre mata e floresta.

Anónimo disse...

Ploooinnng!

ISTO SIM, É ESPIRITO NATALÍCIOO!

Anónimo disse...

Cívico Cleto (Cletito, para apelarmos à recordação dos nossos tempos de liceu - nota como vou fechar os parêntesis):

Tu consomes uma parte importante do teu tempo de trabalho a escrever no blóguio.

Tu defraudas o erário, obrigando-me, a mim (atenta no pleonasmo), modesto contribuinte, a pagar o teu lazer.

Tu ludibrias o teu superior hierárquico.

Tu consegues, pela primeira vez, fazer com que eu dê razão ao Sr. Pinto de Sousa, quanto à lista de indisponíveis.

O GUARDA CLETO É INSURRECTOO!

Anónimo disse...

Ó Anónimo - e digo-o imbuído de ejpírito natalíxio - bai-te catar!!!

E cumo xabej podia xer bem maij bruto!

Ejtou a fajer aj malaj para ir para Abrenúnxio e por ixo aqui deixo oj meuj xinceroj botoj de um Xanto Natal e, xe num noj falarmoj entretanto, também o dejejo de que 2008 boj traga muitaj coijaj boaj e nos libre de anónimoj indejejábeij e, porque num dijê-lo, um bocadinho rexaibiadoj.

Hoje a xaudaxão é diferente:

BATATAA!

Anónimo disse...

Ó Cleto... tem um bom Natal!
Diverte-te por Abrenúncio e fica por lá a gozar umas merecidas férias de três meses.

Anónimo disse...

Ora então boas festas para todos!

Isto está bonito, está!