Digam lá que este cartaz não está no imaginário de todos nós... Este e um certo poster das Edições ITAU que me dava vómitos, uma coisa sobre o amor ser um pássaro verde, blá, blá, não sei quê, ah e tal, no alto da madrugada (ou coisa que o valha). Aposto que o António e o Manel ainda se lembram do texto exacto... Podem rever aqui o post do ano passado.Todos sabem, imagino, o interesse reduzidíssimo que a política em mim encontra. É que não podia mesmo interessar-me menos! A política e os políticos...
Nada melhor do que voltar ao Grande Eça, e às suas palavras hilariantes nos Maias, pela boca de João da Ega...
«Os políticos hoje eram bonecos de engonços, que faziam gestos e tomavam atitudes porque dois ou três financeiros por trás lhes puxavam pelos cordéis. Ainda assim podiam ser bonecos bem recortados, bem envernizados. Mas qual! Aí é que estava o horror. Não tinham feitio, não tinham maneiras, não se lavavam, não limpavam as unhas... Coisa extraordinária, que em país algum sucedia, nem na Roménia, nem na Bulgária! Os três ou quatro salões que em Lisboa recebem todo o mundo, seja quem for, largamente, excluem a maioria dos políticos. E porquê? Porque as «senhoras têm nojo»!
Ainda assim, e voltando ao 25 de Abril... houve muito disparate, em alguns momentos parecia que quase toda a gente tinha ensandecido, cometeram-se abusos, tremendas injustiças, muitos dislates, como o nosso comentador PREC bem tem lembrado (e a maior parte dos factos que ele aponta causa-me calafrios). Mas o saldo final é, não me venham cá com histórias, gloriosamente positivo. Haverá lá coisa que pague a liberdade de expressão?
Deixo-vos com a Grafonola de Abril, agora com todas as músicas que reuni. Se alguém se lembrar de mais algumas, posso tentar caçá-las na Internet. Se mas enviarem, melhor ainda. Adorava ter o original de Tanto Mar, de Chico Buarque, só tenho a segunda versão, a do desencanto. Alguém me arranja isso?

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