sexta-feira, 4 de abril de 2008

Recado ao nosso caro Xívico Anacleto...

... o nosso guarda predilectoo!

Este é o blóguio do nosso irregular comentador Alf. Que pôs hoje este muito pertinente post:

«Ouvi há pouco...

... na TSF as declarações do presidente da Associação de Profissionais da Guarda, José Manageiro, na qual defende que o facto de os militares da GNR feridos em serviço terem que pagar as taxas moderadoras quando são atendidos nos hospitais os pode levar a evitar situações de risco.

Achei engraçadíssimo porque essa linha de pensamento tinha acabado de passar pela minha cabeça.

Estava parado num semáforo. Quando o sinal ficou verde não arranquei logo, o que fez com que o energúmeno do carro de trás desatasse a buzinar como se não houvesse amanhã.

Preparava-me para sair do carro para lhe mostrar de que matéria é feita a minha mão direita quando pensei:

"Espera lá. Se por acaso a coisa correr mal ainda te magoas e vais parar ao hospital. Logo, vais ter que pagar as taxas moderadoras. Hum... Esquece."

Imagino que já estejam para aí a pensar que sou um cobardolas... Mas não foi medo, pá. A sério. Foi mesmo a coisa das taxas moderadoras.»

Amigo Xívico, diga agora de sua justiça...

3 comentários:

Anónimo disse...

5 de Abril de 1975

- Jean-Paul Sartre despede-se de Portugal. O que mais o interessou foram as empresas em auto-gestão: “não que eu pense que o socialismo passa forçosamente por aí, mas porque penso que é uma maneira de passar a um socialismo mais real”.

- Brevemente no cinema: Emmanuelle (interdito a menores de 18 anos).

- “A última assembleia geral do Benfica foi histórica: atletas, futebolistas e trabalhadores integram uma comissão para reestruturação do clube. Para que tal seja possível, os próprios estatutos foram suspensos nalguns dos pontos que impediam a participação de atletas e empregados em comissões”.
(Arons de Carvalho in República)

GOOOOOOLO... REVOLUCIONÁRIOO!

Alf disse...

Hum... A usar ostensivamente o meu direito de imagem e os de autor. Não fossem as taxas moderadoras e ias ter problemas, Maria Teresa!

Anónimo disse...

6 de Abril de 1975

- Seis mil ferroviários exigiram a nacionalização da CP, por unanimidade e aclamação, ontem, em plenário no Pavilhão dos Desportos, em Lisboa.

- “Sendo irreversível o processo revolucionário português, de nada valem queixumes ou azedumes, despeitos ou provocações, pois o caminho para o socialismo em Portugal está franqueado ao povo português, de uma forma inédita em todo o mundo e que, por isso mesmo, põe todo o mundo em atenta expectativa. São os trabalhadores dos cinco continentes, dominados pelo capitalismo e pelo imperialismo, que mais ansiosamente seguem a nossa revolução, receando uma ruptura por onde possam penetrar avidamente as forças da reacção”.
(Editorial in Comércio do Porto)

- O PS realizou, ontem á noite, o seu primeiro comício na cidade da Guarda. A sessão teve a presidi-la José Rabaça. Entre os candidatos a deputados, um veterano – Miller Guerra – e um jovem engenheiro chamado António Guterres. Mário Soares fez um discurso eminentemente didáctico, explicando o que distingue o seu partido do PPD: “nós queremos efectivamente o socialismo”.

QUANTO MAIS SOCIALISMO, MELHORR!