Caros companheiros de Liceu.
A noite de 15JAN09 foi para mim particularmente especial. Foi o início do fechar dum círculo de relacionamentos que ficou aberto no tempo há muitos, muitos anos. Foi bom!...
Sei que é um lugar comum mas, desculpem lá aqueles para quem estas reuniões já são rotina, pareceu-me mesmo que foi apenas ontem!...Envelhecer é giro. É engraçado o fenómeno da colagem do tempo. Poder ter o prazer de recordar coisas, episódios, pessoas, rostos e cruzá-los com os diversos trajectos que as nossas vidas seguiram. Senti-me feliz! Só por isso, não obstante o pouco tempo que privámos, valeu a pena!
Espero que no jantar que irá ter lugar em 16 de Abril muitos daqueles que faltaram (e vou fazer força para isso) não deixem de comparecer.
Espero que no jantar que irá ter lugar em 16 de Abril muitos daqueles que faltaram (e vou fazer força para isso) não deixem de comparecer.
Para ti Teresa que agora perdeste uma das tuas amigas de quatro patas um beijinho.
E como a vida é feita de contrastes – sem nenhum pretensiosismo literário – deixo-vos agora com um pensamento sentido num outro tempo da minha vida em que, ao contrário do sentimento de felicidade que experimentei no dia do jantar, me senti bastante infeliz. Bem-hajam. Até breve.
João Afonso
A vida jamais acaba
Quando um homem se desloca,
Pois nada muda a esperança
De iniciar nova obra,
De dar novo sal à vida...
E quer queiramos ou não,
A herança é tão pesada...,
Que mais do que o querer dum homem,
Mais do que o querer duma raça...
Há o sangue que nos chama
Entre a luta e a desgraça...
P’ra rasgar os horizontes
E restaurar a esperança
Dum povo que já foi nós,
E anseia pela hora
De poder gritar… agora!
De ter aquilo por si...
Que já teve em tempos idos
Pela mão de seus avós.
Basta de tanta diferença;
Da corrupção instituída;
De vender a inocência;
Da mais mísera indiferença...
Da pátria prostituída!...
Mistura de sentimentos
Que turva a alma de um homem...
Saudade, paixão, loucura!
E montanhas para mover,
Destino a que não se escapa
Mesmo contra o nosso querer.
E na hora da partida,
Já amputada a missão,
Verto uma lágrima ferida;
Raiva! Tormento! Perdão...
E no vazio da ida,
P’ra companhia da vida
Levo comigo a tristeza
Da tarefa inacabada;
O sorriso das crianças;
A amizade conquistada
E o amor com que fiquei
A esta terra queimada,
Flagelada pelos homens
Mas onde apesar de tudo,
A VIDA é abençoada!...
Lobito, 23Julho1998

2 comentários:
Bem-vindo ao grupo de escribas, João! :)
BATATAA!
tuerqi631
afuhan368
bajisitan
balesitan
nanfei87
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