segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vasco Granja

Ia eu a caminho do elevador, eram quase oito e meia (belos horários os meus!), quando o Manel me telefonou a exigir que eu noticiasse no blóguio a morte de Vasco Granja. Eu, que sou rapariga bem mandada, faço-lhe a vontade, mesmo sem perceber tamanho empenhamento, já que ele não põe cá os pés...

Todos nos lembramos dele, e confesso que a sua figura me era simpática (ao contrário de Fernando Pessa, que eu odiava: tudo nele me punha de cabelos em pé, a começar no timbre de voz e a acabar no gosto pela chalaça parva e popularucha — de tal modo que, quando ele morreu, o Vítor me telefonou a fazer uma troça impiedosa em volta do tema «a mulher que matou Fernando Pessa»). Daí a dizer que delirasse com o programa já vai uma distância abissal, não tinha grande paciência para os filmes, alguns até admito que pudessem ser notáveis, de obscuros realizadores checos, jugoslavos, búlgaros ou pior ainda... Sou um caso perdido, sou mesmo um produto da Disney e da Warner Bros, pronto!

Seja como for, nunca esquecerei este maravilhoso filme, que vi lá pelos nossos 14, talvez 15 anos no célebre programa de Vasco Granja. Nunca o esqueci, e bastante o procurei durante muito tempo. Encontrei-o no Youtube há coisa de dois anos, publiquei-o na Gota de Ran Tan Plan como presente de Natal para os seus leitores. O Príncipe Feliz, o mais belo de todos os contos de Oscar Wilde, avassaladora paixão minha que vem da adolescência, narrado pela voz magnífica de Christopher Plummer.

Parte I:



Parte II:



Parte III:



E só mesmo a minha paciência, para a estas horas estar a gravar a música para pôr aqui, tendo ainda depois de a alojar (e receio que também editar antes disso, vocês não me merecem!) É a minha singela homenagem a um dos mais belos filmes de animação de sempre, ao som da música de Ponchielli...

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