Como numa conspiração de felicidade, estava tudo reunido para mim: as pessoas de quem tanto gosto, as velhas paredes do casarão tão querido, a noite quente, tão quente que me trouxe incontáveis vezes à memória certo título de Shakespeare que me parece conter toda a beleza do mundo, os plátanos deslumbrantes do pátio e aquele perfume das tílias, omnipresente e inebriante.
A certa altura, a olharmos em volta, a imagem presente do pátio a fundir-se com as lembranças antigas, o Zé Carlos disse-me:
— Éramos felizes e não sabíamos...
Sorri, disse que não com a cabeça e respondi baixinho:
— Eu sabia.

2 comentários:
Olá, olá!
Digo aqui (também baixinho) Éramos tão felizes e sabíamos!
A prova maior disso tem sido os nossos reencontros.
Gente alegre, divertida, com sentido de humor apuradíssimo (o que adoro), inteligente e quem quem é tão bom partilhar o nosso tempo.
Tenho pena de não ter conseguido ir, mas há sempre uma próxima oportunidade.
Um beijo a todos os que lá tiveram e que se divertiram por mim.
Já agora ... na quarta foto o "piqueno" de pullover às costas, não é o Zé Salgado???
Sim, é o Zé Salgado :)
Foi o primeiro jantar dele.
BEIJOSS!
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