Com ela esgotamos a homenagem aos cinco fundadores da nossa Associação.É uma pena que há muito tempo não venha aos jantares. Nem sequer era possível avisá-la, porque os telefones que eu tinha dela não funcionavam. Graças ao Ricardo, pudemos encontrar-lhe o rasto, e falei com ela hoje mesmo.
Já me resignei ao facto de, sempre que se fala da João nos jantares, haver sempre um ou dois engraçadinhos que resolvem meter-se comigo e atribuir-me as culpas pela ausência dela – tudo por causa de uma certa acta de um jantar em Março de 1998. Normalmente são os mesmos que me culpam pela ausência do Manel, com quem, diga-se de passagem, sempre me dei lindamente e de quem gosto imensamente – e ele sabe. Já desisti de me defender.
No primeiro jantar deste grupo a que agora todos pertencemos, a João teve um faux pas inesquecível. Quando se falava dos antigos colegas e amigos – notem que tinham passado 18 anos desde o fim do Liceu –, ela falou do António Ribeiro da Silva, de quem se lembrava perfeitamente. Por acaso até estava sentado à frente dela... O António não acusou o toque, manteve-se imperturbável e deu-lhe trela. Finalmente, acabou por se identificar como sendo o próprio – e a João recusava-se a acreditar. Deste episódio resulta esta passagem hilariante da acta desse jantar:
«Seguidamente, deu-se início a uma fase de debate dos problemas prementes para a Associação, dos quais merecem especial destaque (...) e a necessidade de um esforço financeiro suplementar para a aquisição de medicamentos revitalizadores da memória visual da Associada Maria João Fermisson Ramos.
Estes debates, inconclusivos, viveram fases muito acaloradas, com sérias dificuldades na manutenção da ordem e no prosseguimento do normal desenvolvimento dos trabalhos, nomeadamente aquando do diferendo ocorrido entre a Associada Maria João Fermisson Ramos e, simultaneamente, o Associado António Ribeiro da Silva e António Ribeiro da Silva.»
Foto do Manel, Jantar de 16 de Janeiro de 1998 – Restaurante Cabral

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