quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Zé Rui Reis

O penúltimo dos cinco pioneiros – e desde já me penitencio por ter escrito que a Vanda era a única menina do grupo. Claro que não era, já que a João Fermisson também o integra.

Só conheci o Zé Rui já na Madeira. Confesso que não me lembro dele no Liceu, não sei de que turma era, se tinha outros amigos também na nossa viagem, e aposto que sim. Como tal, sentimo-nos honrados por ter preferido a nossa companhia.

Esta bonita fotografia em que ele trata tão diligentemente do ménage foi tirada já no rescaldo do tal jantar organizado no apartamento que eu e a Vanda partilhávamos, e de que já falei – éramos uma equipa, e ele não se furtou ao trabalho. Da ementa dessa noite confesso que não me lembro, mas cheira-me que o resultado não deve ter sido famoso, já que foi a primeira e última vez que comemos em casa.

Só reencontrei o Zé Rui muitos anos depois, no primeiro jantar a que fui, e a coisa prolongou-se noite fora em alegre grupo com resultados funestos. In more than one way. Ó Zé, aproveito para te perguntar se alguma vez cheguei a pedir-te desculpa (apesar de não me assistir culpa) do assalto que te fizeram ao carro. Pedi? Se não o fiz, faço-o agora, publicamente.

Com muita pena de todos nós, o Zé Rui é um senhor muito importante e ocupado. Rejubilamos com a importância, lamentamos as ocupações que o afastam dos nossos jantares há um ror de tempo. Volta depressa, rapaz!

Por último, um comentário muito pessoal: este homem tem uma voz LINDA! – eu ligo imenso a vozes.

Foto minha, 8 de Abril de 1977
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