| Mais uma acta. Memorável. Ai a pena que tenho de ainda não fazer parte do grupo à época! Deleitem-se... Pelas vinte horas e trinta minutos do dia dezanove de Janeiro de mil novecentos e noventa e seis tentou reunir-se na sua Sede ocasional, sita no restaurante Forno Velho, na Rua do Salitre, em Lisboa, a Assembleia Geral Ordinária da «Associação das Tágides Caducas e dos Adamastores Zarolhos». Perante a recusa de abertura das portas da referida Sede, foi esta tomada de assalto pelos Associados Vanda Rebelo e António Ribeiro da Silva, com a conivência interna de António Cancela. Repostas a ordem e a legalidade, verificaram aqueles dois Associados não existir quorum, o que não os impediu de assumirem a presidência da Mesa e de darem início aos trabalhos preliminares: Ponto Um: o queijo da Serra Ponto Dois: o presunto Ponto Três: o paio Ponto Quatro: o requeijão Aquando da chegada dos restantes Associados (Isabel Campos, João Viegas, José Rui Reis e Manuel Silva Pereira), verificou-se encontrarem-se praticamente esgotados os pontos preliminares da Ordem de Trabalhos, o que não impediu uma nova abordagem das matérias por todos os presentes. Entrou-se, de seguida, no primeiro ponto da Ordem de Trabalhos oficial - o jantar - focando-se temas que não geraram polémica nem grande discussão e que foram abordados com grande leveza: a fava, o enchido, o vinho tinto... Registe-se, como único factor gerador de perturbação, a dissidência ocorrida com o Associado António Cancela que, filiado no movimento SIC (Sistematicamente Impedindo o Convívio), alegou razões de natureza profissional para abandonar os trabalhos. Apesar dos consensos originados durante o primeiro ponto da Ordem de Trabalhos, este arrastou-se por várias horas, impedindo a entrada dos temas subsequentes. Atendendo ao adiantado da hora e na impossibilidade de prolongar os trabalhos na Sede ocasional, foi deliberado interromper momentaneamente os trabalhos, reatando-os na Kapital. Reiniciados os trabalhos, rapidamente os Associados se aperceberam de um clima de grande tensão e incompreensão recíproca. Assim, perante a crescente incapacidade de manutenção da ordem na Assembleia, entrou na Mesa uma proposta, votada favoravelmente por unanimidade e aclamação, no sentido de garantir uma maior aproximação dos intervenientes e que se traduziu na troca de moradas, telefones, cartões de visita, bilhetes de identidade e cartões de raspadinha. Apesar do esforço desenvolvido tendente a aproximar os Associados e a criar condições mínimas de prossecução dos trabalhos, manteve-se um clima de grande instabilidade, traduzido pela entrada do debate em fases muito vivas, com sistemáticas intervenções aos gritos de vários oradores e uma incompreensão geral das suas opiniões, particularmente notória por parte do Associado João Viegas. Os Associados Isabel Campos e António Ribeiro da Silva geraram, inclusivamente, uma cisão no grupo de trabalho e provocaram uma assembleia paralela durante cerca de trinta minutos. Nesta fase, foi possível, ainda, fazer a atribuição de prémios aos presentes, os quais se distribuíram da seguinte forma: Prémio Sempre, Sempre Pontual : Vanda Rebelo Prémio Reencontro Bestial : Isabel Campos e António Ribeiro da Silva, ex-æquo Prémio Conviver é Essencial : José Rui Reis Prémio Presença Virtual : António Cancela Prémio Surdez Total : João Viegas Seguidamente, constatando-se estarem definitivamente esgotadas todas as hipóteses de garantia de condições mínimas de sobriedade e tranquilidade que pudessem assegurar o normal prosseguimento dos trabalhos, foi apresentada uma proposta no sentido da deslocação da Assembleia para o Clube-T, a qual foi votada favoravelmente por unanimidade. Contudo, por motivos que escapam ao redactor da presente Acta, verificou-se na Doca de Belém não se encontrar reunido um número suficiente de Associados que garantisse a existência de quorum e a continuidade dos trabalhos. Assim, cerca das três horas deu-se por encerrada a sessão, dispersando os Associados e arrastando-se os menos sóbrios, ficando agëndada nova Assembleia Geral para o dia doze de Abril de mil novecentos e noventa e seis. Vai a presente Acta ser assinada pelos Membros da Mesa da Assembleia Geral. O Presidente - Isabel Campos O Presidente - Vanda Rebelo O Presidente - José Rui Reis O Presidente - João de Almeida Carvalho O Presidente - António Ribeiro da Silva O Presidente - Manuel Silva Pereira |
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Há 7 meses

16 comentários:
Not funny, António. Not funny at all. Além de a canja ser a única sopa em que não toco.
Aquele mail dos retrievers que me mandaste também era dispensável. Sabes que me ponho logo a mover engrenagens... mas nunca sem verificar a autenticidade da proveniência. Coisa que fiz. Acho verdadeiramente triste que não percebas o amor que se tem pelos animais. Não estou a tentar converter-te, peço-te apenas que respeites.
Nunca conseguirei encarar de ânimo leve as tuas incursões cinegéticas (estarei a dizer bem?), mas não te maço com isso - bem sabes o que penso sobre o assunto. Aliás fico sempre com a vaga impressão de que dizes certas coisas expressamente para me irritar.
Fico-me apenas com a certeza definitiva de que o meu quinhão é melhor. Tenho Messalina e Agripina, e quem me dera poder acolher muitos mais! Falta-meuma casa maior, dinheiro, uma varinha de condão - que o Amor, esse, está cá todo. Saberás tu o que isso é?
Não há dinheiro no mundo que possa pagar o abanar feliz da cauda de um cachorrinho.
BEIJOO!
De volta a este cantinho,passo a responder a quem aqui me deixou mensagens:
Marta,é uma querida!Mas,como sabe, não poderia recorrer aos seus serviços a posterori nem a teleseguros pagaria o valor que a minha companhia vai ter que me pagar.Contudo,confesso-me sensibilizada e grata pelo seu cuidado.
Sabe,ars,nunca percebi o que é uma alma gémea.Mas como a vida é um livro inacabado,quem sabe se não será você o epílogo da minha.
E agora nós,Luís.
Só uma pequena nota para manifestar o meu desencanto pela ausência de mensagens suas. Agora, sou eu que apelo à sua imaginação, caso ainda deseje o nosso reencontro.
Está melhor?
Beijo
Finalmente,um pequeno apontamento para quem gosta de pintura: Já foram à Cordoaria Nacional ver a obra da Graça Morais? Eu fui e fiquei deslumbrada!
António,
Terei sempre uma incapacidade total de perceber que se goste de animais e em simultâneo se retire prazer de os matar e se faça disso desporto.
Mas como este é assunto em que nunca conseguiremos entender-nos, falar dele é pura perda de tempo.
AIPOO!
Não achas melhor mudar de assunto?
BATATAA!
Mariana,
Decididamente este "cantinho" que, de início, se mostrou acolhedor, tem-se revelado pouco atractivo. Valeu pelo nosso reencontro virtual. Mas, mesmo assim, aspiro à materialização desse encontro.
Acho que encontrei forma de o fazer. Depois de ter constatado que não tem telefone fixo (ou se o tem, ele não consta na lista telefónica), depois de saber que o seu último e meu conhecido local de trabalho "desapareceu", recordei-me da "Re...." (a do matrimónio flamengo, lembra?). Vou estar com o marido esta semana. Terá ela o seu contacto?
Quanto ao facto de não lhe ter deixado aqui mensagens, bem sabe que me disse que só apareceria 4ª feira e, como poderá constatar pela leitura do blog, parece-me que deixei de ser personagem bem vinda. Libertei-me da maldita gripe.
Um beijo e até breve,
Luís Côrte-Real
Três páginas?! Ó António, tu és homem para merecer vários tomos!
Não será certamente esta Mariana produto da imaginação de alguém a poder aquilatar isso!
Que parado que isto está!
CASTANHAA!
Fim-de-semana comprido e tudo a pensar na borga! Escrevam, mandriões!
Oh, Luís, com franqueza!
Então este cantinho, que de início se mostrou acolhedor, revela-se agora pouco atractivo e valeu apenas pelo teu reencontro virtual com a Mariana?!
Olha que é forte! Da parte de todos nós, um grande e rasgado obrigado! Se não percebeste que andamos sempre às bicadas uns aos outros, não percebeste nada do que faz deste grupo aquilo que é!
É certo que tivemos pena de não te ver aparecer na homenagem aos Professores, é certo que estranhámos aquilo que para nós foi uma indelicadeza inesperada da tua parte, já que não te deste ao trabalho de dizer nem ai nem ui - justamente o género de coisas que entre nós não se fazem. Andando tu mais ou menos pela nossa idade, ficámos surpreendidos.
Seja como for, a hospitalidade neste blog não é uma palavra vã, utiliza-o a teu bel-prazer para comunicar com a Mariana (e vice-versa) enquanto não encontrarem meio melhor.
Um beijo aos dois.
LENTILHASS!
Luís,
Não tenho estado com a Re..,mas penso que ela terá,de facto,o meu contacto.Na verdade,não tenho telefone fixo em meu nome(mas tenciono ter em breve).
Ainda bem que está melhor.
Beijo
ARS
Não quis,de forma nenhuma,menosprezá-lo,quando o remeti para o epílogo da minha vida. Muito menos ousaria atribuir-lhe qualquer preço,pois não me parece que você, ou qualquer outra pessoa, possa ser objecto de semelhante transacção.
Tenho acompanhado a sua participação neste blog e apreciado a forma escorreita como escreve e o seu sentido de humor.Era, precisamente, a este último que apelava quando me dirigi a si,no pressuposto que teria sido, também esse, o espírito que o impeliu a escrever-me.
Constatei que, para além do rigor científico, o António tem uma particular sensibilidade, pelo que peço desculpa se, involuntariamente,lhe causei qualquer dano.
Acredito,tal como a Teresa diz, que seja homem para merecer vários tomos.E desejo-lhe que, independentemente do número de páginas,a sua história venha a ter um final muito feliz.
Mariana
Mariana,
Tenho o seu número!!! Hoje é tarde e, como tal, tenciono ligar-lhe amanhã, depois de almoço. Se vir inconveniente nisso, deixe-me aqui uma mensagem, por favor.
Um beijo do Luís
Oh da casa! Está cá alguém ou está para venda?
TEIASSS!
Desencalhámos! Alvíssaras!
Abençoado António!
Tento interferir o menos possível, mas andava roidinha de curiosidade. Pas de nouvelles, bonnes nouvelles, diz o ditado. Mas (ó Mariana, isto é só a opinião de uma mulher que já cá anda há muitos homens, homens esses somados aos incontáveis homens de quem amigas se lhe queixaram...)ando o meu pedaço preocupada. Já lhe tirei o retrato, ao teu Luisinho. Perfeito impostor. Lobo a vestir a pele de cordeiro - nota que adoro lobos, até sou madrinha de um em Mafra, na reserva do Lobo Ibérico, mas isso não vem ao caso. Ele que trate mal a nossa Mariana e terá aqui uma alcateia de senhores da velha escola a defendê-la!
Mariana, estamos contigo! Dá-lhe para trás! (olha que aquela história do telemóvel roubado não convence nem uma criança de cinco anos...). Não o leves a tua casa, não lhe franqueies uma escova de dentes, mantém-te na defensiva.
Até gostaria de acreditar em contos de fadas... mas há muito que matei todos os príncipes encantados.
Juizinho, menina!
BEIJOO!
Sornas do raio que vos parta!
Confesso que já tinha saudades aqui do cantinho. O que eu me ri com as considerações da Teresa sobre os possíveis desvios da alcateia!Mas,Teresa,fica descansada porque,por mais que goste da teoria, é na prática que tenho encontrado os melhores argumentos.
Falando de rigor científico,viro-me agora para ars.
António,as suas palavras deixam-me sem ... fôlego!
É,igualmente,certeiro,nas suas lides de caçador?Fosse eu Diana,e oferecer-lhe-ia um manjar dos Deuses!
Mariana
B,e,i,j,o.
Ora essa, Mariana!
Porque há-de o rigor científico dirigir-se exclusivamente ao António? As minhas teorias alicerçam-se em longos anos de experimentação... quanto mais lhes damos para trás mais eles babam e mais figura de parvos fazem. Coitados, não conseguem evitar, está-lhes na massa do sangue... E todos os meus amigos, às vezes até um bocado contrafeitos, me confirmam isto.
Ri a bom rir com a tua ideia de acenares com a cenoura ao António, vamos ver como descalça ele a bota - e acredita que vai descalçá-la muito bem...
Na ausência da Tia Bá (que acho que está numa shopping spree em NY), faço eu as perguntas que ela por certo faria:
ENTÃO E O LOBO MAU? Telefonou? Houve encontro, não houve? Caso tenha havido, correspondeu às expectativas? (nota que não estou a querer saber de coisas íntimas, credo!, quero tão-somente saber se ele não se transformou num sapo cheio de verrugas que nem a remota hipótese de poder vir a converter-se em príncipe nos anima a dar-lhe um beijinho. Há casos... A mim, por exemplo, umas amigas ofereceram-me há uns bons anos um sapo giríssimo em peluche - é o Horácio, o brinquedo favorito de Messalina e Agripina, passo a vida a encontrar o raio do boneco nos sítios mais inesperados, até na minha cama, a meio da noite -, com a promessa solene de se converter em príncipe. Apareceu-me um senhor gordo do Cartaxo. Not what I expected...
Não deixes de nos dar notícias, estamos todos em pulgas!
CASTANHAA!
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