sábado, 9 de dezembro de 2006

Leninha (Marques Ribeiro)

Entrou para o grupo no quarto jantar, a 21 de Junho de 1996 (o tal no Cascais Atrium, o tal em que a Eulália foi tão maltratada...).

O que eu gosto desta pequena! Lembrava-me dela do Liceu, só do 7.º ano, nunca nos demos.

Só viria a começar a conversar com ela já iam bem adiantados os jantares, já eram na ANF - lá por volta de 2001, portanto. Lembro-me bem do assunto que nos aproximou, lembro-me de termos pela primeira vez ficado sentadas perto uma da outra. Era o bastante. Duas gralhas, conversa sem fim.

Aproveito para puxar agora a brasa à nossa sardinha. É inquestionável que eu tenho muito mais amigos que amigas. Via de regra, nem tenho as mulheres em grande conta - são quase sempre exasperantemente galinhas, não falam a minha língua, falta-me paciência para a mesquinhês, a banalidade, a ignorância, a estreiteza de vistas. Excepção feita quase exclusivamente às do nosso grupo, à minha irmã e a mais duas ou três eleitas. Pessoas com quem sou capaz de ficar alegremente uma noite inteira à conversa e o tempo sabe sempre a pouco.

A nossa Leninha é um destes casos, indubitavelmente. Andamos com um jantar agendado a duas vai pra três anos (ou já serão mais?...), moramos pertíssimo uma da outra, nada obsta... senão as nossas vidas complicadas, cada vez mais complicadas.

Mas o afecto permanece. De cada vez que nos reencontramos retomamos a conversa como se tivesse sido interrompida na véspera. Indício mais do que seguro de qualidade humana. A dela.

Foto do Manel, Jantar de 16 de Janeiro de 1998 – Restaurante Cabral
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16 comentários:

Anónimo disse...

Ploooinnng!

SPACE SHIPP!

Anónimo disse...

Teresa,
Houve encontro,sim.E foi bom rever um amigo ao fim destes anos todos.Curiosa esta sensação de que,também,o tempo nos transforma sem nos apercebermos disso!

Oh Teresa, então fui eu quem mostrou a cenoura ao António?Olha que de coelhinho,ele não me parece ter nada.Diria mais:aquela tirada foi de Tigre!Confesso que fiquei sem perceber se a audácia se esgotou num toque de pelúcia,ou se,ao invés,o felino arriscará a jugular.

Beijo,

Mariana

Teresa disse...

Queridos amigos,

Pensei que gostariam de ter notícias do nosso estimado Pe. Egas Vaz. Aqui fica a transcrição do mail que dele ontem recebi:

"From: Egas Vaz
Sent: Sunday, December 10, 2006 9:40 PM
Subject: Novas da Cidade Santa

Caríssima Irmã:

Continuo nesta cidade, que alguém, em feliz hora, também crismou da Cidade Eterna. Aliás, em boa verdade, o meu regresso a esse País que amo está, nos tempos mais próximos, comprometido. De facto, tive a honra de ser designado para trabalhar na Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, o que me obriga a adiar, sine die, o meu retorno a esse tão querido “cantinho à beira-mar plantado” (se alguém o diz com jocosidade e desprezo, eu afirmo-o com amor e orgulho).

Independentemente de considerar, como afirmo, uma honra ter sido escolhido para as minhas novas funções, também não deixo de as olhar como um caminho eivado de sacrifícios (a separação do meu rebanho dói-me muito, por exemplo) que passarei a trilhar, tão bem quanto saiba e o melhor que possa, para me aproximar mais de Deus e de Seu Filho, feito homem, que, hoje, está à Sua direita.

A minha ausência tem sido notada (quando as minhas obrigações e disponibilidade me permitem não deixo de aceder ao nosso tão querido blog). Por essa razão, merecem-me, a irmã e todos os que dele participam (ali escrevendo ou limitando-se a ler o que os outros escrevem) que justifique não poder continuar a compartilhar convosco, tão assiduamente quanto desejaria, esse espaço de tão são e cristão convívio (pesem, embora, as bicadas e alfinetadas, algumas bem mazinhas, verdade seja dita, com que vos encarregais de atingir uns e outros).

Talvez o meu caro ARS perceba, agora, a minha ausência, que, por razões que desconheço e se bem entendi a charada de um dos seus últimos comentários, não teve pejo em atribuir a um amuo (por que razão, Santo Deus, estaria eu amuado com esse grupo que eu tanto prezo?).

Prometo continuar a acompanhar, dentro das limitações já referidas, este blog. Prometo, dentro das condicionantes enunciadas, ir-vos dando conta de mim, dos meus afazeres, do que se for passando comigo. Prometo, também e, desta vez, incondicionalmente, lembrar-vos nas minhas orações diárias. Prometam-me, em troca, não se esquecerem deste velho amigo (sim, ouso empregar este termo) e não me fecharem a porta.

Por agora, irmã, deixo ficar – pedindo que deles seja mensageira para todos os outros – os meus sinceríssimos votos de que a luz da estrela-guia e a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo nado em Belém de Judá iluminem o vosso Natal e o Novo Ano que se avizinha.

Pe. Egas Vaz"

Anónimo disse...

Manhosos! Relapsos! Escrevam!

Anónimo disse...

António,
A sua abordagem relativamente à actividade venatória merece o meu respeito e acolhimento.Concordo consigo que, a bem da biodiversidade e da protecção das zonas de maior sensibilidade ecológica,os tradicionais caçadores devam ser substituídos por agentes de gestão e ordenamento do meio e das espécies,conscientes da importância do seu papel na coexistência, que se quer harmoniosa, entre o Homem,os restantes seres vivos e o respectivo habitat.

Do mesmo modo,manifesto o meu agrado pelos princípios orientadores das suas escolhas,quer na caça,quer nas diversas dimensões da sua vida.

Daí que tivesse estranhado o facto de ter utilizado a expressão"pôr-se a jeito",para se referir à forma como me dirigi a si.Como sabe,este não é o local mais apropriado para distinguir entre uma escolha "escorreita,pensada e desejada" e "uma oferta de bandeja".Essa avaliação,concordará, só será possível após ponderação de factores de vária natureza, exercício que exigirá um local menos permeável a interferências exteriores.

Pode ficar seguro que nesse local não seria como Diana que, ao ser surprendida nua por um caçador,o transformou num cervo.

Beijo,
Mariana

Anónimo disse...

Cá está a mudez da mandriagem!

Anónimo disse...

BOAS FESTAS

Anónimo disse...

Parasitas da escrita alheia. Tenham vergonha!

Anónimo disse...

Engrevidaram???

Anónimo disse...

Então, meninos?!
Desleixaram -se com a lista de pedidos ou portaram-se assim tão mal? Despachem-se que o Rudolfo tem a carga quase amanhada e ainda tenho que tratar dos direitos aduaneiros.

Teresa disse...

Também eu já mandei a todos os meus votos de um feliz Natal, particularmente, por mail. Desculpa, Mariana... foste a excepção, mas na verdade não tenho o teu endereço e como tal...

Ò António, tu estás a misturar as épocas litútgicas! ALELUIAA é para a Páscoa! Estamos no Advento, não te parece melhor dizer ADESTE FILDELISS?!

Beijo a todos. Paz e alegria.

Anónimo disse...

Os meus votos de um bom Natal a todos os obreiros deste simpático espaço.

Teresa,já tinha saudades tuas!Será que é desta que o Pai Natal transforma o Horácio num príncipe?Ou deixaste de acreditar na apregoada generosidade do natalício visitante?

Mariana

Ps: ars,quem sabe?!Afinal,Natal não é sempre que os homens e as mulheres quiserem?

Beijoos!

Anónimo disse...

A empaturrarem-se de rabanadas e bolo-rei... Seus sornas!

Teresa disse...

António,

Não andei nem ando sumida!

TMN não tenho, mas tanto o Vodafone como o de rede fixa funcionam.

Quanto ao computador, liguei-o hoje (dia 27) pela primeira vez desde sábado. Obrigada a todos os que me mandaram mails - alguns divertidíssimos - alusivos ao Natal. Que já lá vai.

Passei a noite de Natal com o Victor, tal como no ano passado. Ele descobriu um vinho do outro mundo e despachámos alegremente três garrafas. Nem chegámos a tocar no Veuve Clicquot, mas não perde pela demora, que também jantamos juntos no dia 31...

O Manel lá andou em confraternização com o Gotha flaviense, mas falámos à meia-noite.

E os meninos, quais são os vossos planos para o fim de ano? Ó Mariana, será que vais passá-lo com aquele senhor cujo nome já não me vem à memória? É que a passagem dele por aqui foi tão fugaz...

BEIJOO!

Anónimo disse...

Bacalhao do graudo pirum rexeado bolo de rei fatias paridas kuskurões asevias felhozes preçentes imbrulhados com lançarotes felessidade istampada nas façes surrisos de kriansas é o Natal (Nuel na Franssa)

Anomino

SAA

Teresa disse...

Foi uma alegria reencontrar aqui o nosso querido Dorinho d'Almeida.

O António a dar ordens é cá de uma eficiência! Fiquei pois a saber que estava incumbida de organizar o próximo jantar. E eu que julgava que os tenho organizado todos!

Seja como for, a Mariana tem de vir ao jantar. Manda-me os teus contactos para teresa.leandro@gmail.com, porque não vamos divulgar aqui o local.

O Manel faz aqui muita falta, essa é a grande verdade - vamos ver se regressa em Janeiro.

Para TODOS... um grande 2007!

HAPPY NEW YEARR!