
Recebi ontem um mail do António, que passo a transcrever na íntegra.
Teresa: para divulgares junto dos nossos colegas...
Numa prova de entrada para a Universidade...
Questão: Interpretar o seguinte trecho de poema de Camões:
Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.
Uma aluna deu a sua interpretação:
"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia,
tomarias uns antipiréticos, uns quantos analgésicos
E Prozac para a depressão.
Comprarias um computador,
consultarias a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!"
Consta que terá tido nota máxima. Foi a primeira vez, depois de mais de 500 anos, que alguém entendeu qual era a ideia do Camões!

28 comentários:
Se o Vergílio Ferreira ou a Dr.ª Maria Helena apanhassem uma produção deste género, dava-lhes uma coisinha má! Como aconteceu com o Manel e a sua interpretação tão pessoal da Farsa de Inês Pereira...
O Mendonça uma vez, com o Vergílio Ferreira, teve a brilhante ideia de fazer um ponto todo na diagonal. Acho que foi logo o primeiro, o rapaz queria impressionar o Escritor com a sua mente aberta às correntes mais vanguardistas. Lá impressionar... até impressionou. Mas não como esperava.
BATATAA!
Ploooinnng!
SO OLDD!
Quem? O Camões? O Mendonça?
PUZZLEDD!
Para variar, escrevam. Mesmo que sejam as coisas desinteressantes do costume.
FRETEE!
Mas o que é isto?! Onde é que se enfiou toda a gente?!
ESCREVAMM!
Ploooinnng!
CUMPRA-SEE!
Afeição é uma luz invisual
mágoa desprovida dos sentidos
gozo ou seu inverso não decididos
insane sensação que nem é tal.
Fora eu Camões e cantaria
a um Adamastor desaparecido
que se esfumou entristecido
mas em forma de verso, voltaria.
E qual alma que ao engenho serve,
espalhando a ironia, sua dilecta
faz sua a prosa de um poeta
que na ponta dos dedos tinha a verve.
ò fumegante infusão, lá onde está
ouça a voz deste espaço que deixou
e para gáudio de quem aqui ficou
regresse e venha partilhar um chá.
Mariana
Não há dúvida, os talentos abundam neste grupo!
Diz lá, Mariana, também estamos todos convidados ou é mesmo só um... tea for two?...
LAPSANG SOUCHONGG!
Ia-me esquecendo: recebi ontem um aviso do Plaxo a dizer que a nossa amiga Cindy Calista faz anos amanhã (dia 14). Espero que todos tenham a gentileza de vir aqui dar-lhe os parabéns, mesmo andando ela ultimamente tão desaparecida.
BATATAA!
Ploooinnng!
HAPPY BIRTHDAYY!
Querida Cindy Calista,
Apesar de a menina parecer zangada connosco - nunca mais apareceu!!! - não quero deixar de lhe deixar aqui um grande beijinho de parabéns.
MANY HAPPY RETURNSS!
cá pra mim o camões via era dos dois olhos...
beijos de enxofre
P.S. pq é k em algumas gravuras eles não acertam com o olho k usava a pala??... hummmm (ponto a possibilidade de ele ser cegos dos dois olhos) hihihihihihi
DUVIDAA
É quando surgem dúvidas pertinentes como esta da nossa Diabba que eu percebo como a erudição do nosso Mendonça até nos faz falta.
Alguém sabe dele?
PRÉCURA-SEE!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
Ploooinnng! Ploooinnng! Ploooinnng!
A LÍRICA É QUE ÉÉ!
Que bonito! Um soneto de Ploings!
CRIATIVOO!
Nos sonetos, o terceiro verso do segundo terceto não se chama chave de ouro? Ou isso será nome de café? Delta de ouro não me soa bem. Ainda se fosse um chá... E o delta não é uma forma do rio desaguar? Como o Nilo. Mas no Egipto não há cafés, só há papiros. E papiro de ouro não dá jeito para escrever. Até porque ainda não se fabricam lápis de diamante, pela dificuldade em enxertar o diamante no buraquinho ocupado pela grafite. Que, vendo bem as coisas, ambos são carbono puro. Problemas de arranjos espaciais dos átomos de carbono, é o que é! Voltemos ao que interessa. Se houvesse um delta de ouro porque não haveria uma ria de ouro? Aveiro agradecia. Mas não há! O mais parecido é ribadouro, que é nome de cervejaria. E a cerveja não se confunde com café. Porque a cerveja é dourada e o café é castanho. Aliás, dourada é um peixe, mas que julgo não existir no Nilo, nem na ria de Aveiro. Em Aveiro são os ovos moles. No Egipto, as pirâmides. Ninguém se lembraria de montar uma venda ambulante de ovos moles em pleno Egipto. Primeiro porque o calor secava os fios de ovos, segundo porque as galinhas egípcias põem poucos ovos no deserto. Mas também ninguém se lembraria de construir pirâmides na Costa Nova. Nem na da Caparica, muito menos na do Castelo. O Louvre tem uma pirâmide mas não é castelo. Também não servia de nada ter uma pirâmide na Costa Nova porque lá não há múmias. Nem as pirâmides se desenvolvem sem elas. Estagnam, definham e murcham. E pirâmide murcha é poliedro que não cumpre a sua missão. Antes um cone vivaz. É por isso que existem os gelados. E vou sair daqui perplexo, sem saber nada das chaves de ouro. Certamente alguém me elucidará.
Pliiiinnng!
SO DIFERENTT!
Ploooinnng!
NOT FUNNYY!
A minha alma está parva!
Quando esta manhã li o comentário que julgava ser do Alien, julguei tratar-se de uma gralha (as teclas i e o são lado a lado) e até pensei em retirá-lo e republicá-lo devidamente corrigido, se bem que o "Pliiiinnng!" me tenha deixado meio desconfiada.
Como tinha de sair para ir buscar lenha, deixei o assunto para depois. Volto... e que encontro eu? Um comentário do Alien, o genuíno, o único, the one and only..., o tal com quem eu embirrava de morte e que agora me faz rir a valer. Alien amigo, esta Tágide está contigo, solidária com o teu justificado agastamento!
Acho imensa graça aos inúmeros pseudónimos que por aqui têm aparecido, creio que todos achamos. Nalguns casos posso ter as minhas desconfianças quanto à identidade oculta, em quase todos navego em ignorância. Dou razão ao Manel, que diz ser essa justamente a maior graça dos pseudónimos. Mas mantenha-se a criatividade, não é? Para quê decalcar personagens e o conteúdo - neste caso profundo - das suas mensagens?
Aproveito agora para contar a todos, por vir a propósito, uma coisa estranha que há tempos aconteceu. Mais do que estranha: inexplicável. Lembram-se do Novo do Restelo? De uns certos versos assinados por ele (post de 26 de Outubro)? Confesso que não percebi patavina do que diziam, coisa que atribuí à minha falta de erudição. Pois, meus amigos, os versos não eram dele! Alguém lhe usurpou (ainda hoje estou para saber como) a identidade, como ele me participou por mail, em privado! E o que é mais incrível é que ele depois deixou de conseguir comentar aqui com o nome que tinha registado, passando nós a ter dois Novos do Restelo, um a preto (o verdadeiro) e o outro a azul (o usurpador). Confusos? Eu também!
Por essas e por outras, decidi criar um endereço de correio electrónico para este blóguio, que vai aparecer na página principal. Membros devidamente identificados do grupo poderão ter acesso à password, basta que ma peçam, combinado?
Por último:
Caro Baralhado,
Baralhada fiquei eu com a sua longa tirada, e não foi pouco! Tão-tão baralhada que ao certo só sei mesmo dizer-lhe o que aprendi com a querida e nunca esquecida Dr.ª Maria Helena (ó Manel, temos de ir lanchar com ela um dia destes, até podíamos levá-la ao salão da Eunice): diz-se de um soneto que encerra com chave de ouro quando o último verso resume o sentido global do poema. Mas apareça sempre, que é bem-vindo.
BATATAA!
Pliiiinnng!
FUNNY & BISS!
Not funny.
Ploooinnng!
O BLESSED THE POOR IN SPIRITT!
Beati pauperes spiritu - aprendi esta com aquele pirata surpreendentemente culto do Astérix.
Julgo ser (nunca investiguei) uma citação impossível. Decorrendo a acção dos livros no ano 50 a.C. e sendo esta uma frase do Sermão da Montanha...
Mendonça, precisa-se do
MENDONÇAA!
Ploooinnng!
E, JÁ AGORA, DO MIMOSO! E DO BUSTORFFF!
Ploooinnng!
E, CLARO, DO RAPOSOO!
Estou em êxtase! O BUSTTY!!! (era assim que a Clara e eu chamávamos ao Bustorff - que nos ODIAVA -, uma vez até desatou a fugir de nós em plena Av. António José de Almeida, junto à Casa da Moeda, nós duas a correr alegremente atrás dele aos gritos; foi refugiar-se na Namur). Se hoje ainda for mais anormal do que parecia ser na época é bem possível que nós duas tenhamos algumas culpas no cartório.
O Mimoso também nos odiava, especialmente a mim. Já o Raposo...
É melhor calar-me.
BATATAA!
Ploooinnng!
FREAKSS!
Eu e a Clara?...
QUE IDEIAA!
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