quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

O décimo jantar - faz hoje dez anos!

Acta Número Dez

Pelas vinte e uma horas do dia dezasseis de Janeiro de mil novecentos e noventa e oito, reuniu na Sede provisória sita no restaurante Cabral, na Rua D. João V, em Lisboa, a Assembleia Geral Ordinária da Associação das Tágides Caducas e dos Adamastores Zarolhos, não subordinada a qualquer Ordem de Trabalhos, em virtude das dificuldades que - como se verificou em anteriores Assembleias - invariavelmente acompanham todas e quaisquer tentativas de manter um pouco de ordem ou método, face à índole folgazã dos Associados e à sua inabalável determinação em promover entusiasticamente a indisciplina e o caos.

A Assembleia abriu os trabalhos congratulando-se com a feliz entrada da Associação no seu quarto ano de vida e, em simultâneo, com a filiação do novo Associado Pedro Soares, celebridade da canção ligeira que, não obstante encontrar- -se actualmente afastada das luzes da ribalta, vem contribuir para engrandecer a galeria de notáveis da Associação. Procedeu-se em seguida à votação da inevitável moção de censura aos membros ausentes que incompreensivelmente descuraram o são convívio associativo, com desculpas nem sempre ortodoxas, para prosseguirem noutros locais que não a Assembleia actividades quiçá inconfessáveis. Foi seguidamente aprovada por unanimidade e aclamação uma moção de louvor aos Associados João Viegas e António Ribeiro da Silva pela feliz conclusão dos trabalhos preparatórios da Assembleia - desdobrados em duas lautas almoçaradas em restaurantes de renome -, moção essa que só não foi aplaudida durante mais tempo porque os Associados já estavam demasiado ocupados a estender as mãos vorazes para os tentadores petiscos que um serviço atento e gentil lhes ia pondo à frente.

Por proposta do Associado Manuel Silva Pereira foi votada uma moção de censura ao Associado Júlio Faísca pelas suas desonestas e manipuladoras tentativas de interferência na elaboração da Acta da última Assembleia, a qual foi aprovada por maioria, com um voto contra de Júlio Faísca. A mesa admoestou severamente o infractor, brandindo sobre a sua cabeça a ameaça das mais duras sanções caso tal comportamento volte a verificar-se.

O Associado Manuel Silva Pereira pediu de novo o uso da palavra, desta vez para fazer uma comunicação relacionada com insistentes propostas no sentido da admissão de um novo Associado, admissão essa que tem vindo a ser sistematicamente indeferida por não atingir a unanimidade de votos imposta pelos estatutos, já que o Associado António Ribeiro da Silva se mantém irredutível na sua posição de voto. Foram iniciadas complicadas e morosas negociações com este Associado no sentido de abrandar o seu rigor fundamentalista, negociações essas que por certo chegarão a bom termo em data talvez não muito distante.

É de lamentar a nova tentativa de actuação do remanescente do Coral do Liceu, representado pelas Associadas Vanda Rebelo, Eulália Campagnac e Teresa Leandro. As ditas Associadas, encorajadas pela presença do seu outrora confrade Pedro Soares, tentaram denodadamente demolir a paciência de todos os presentes e, como se isso não bastasse, arruinar-lhes em simultâneo o apetite, objectivo esse que só não foi alcançado mercê da notável robustez do mesmo. No que diz respeito ao novel Associado Pedro Soares, considerou a Assembleia que a sua estreia na Associação não era das mais auspiciosas, e deliberou que de futuro as candidaturas de novos Associados seriam submetidas a severas e minuciosas indagações, sendo considerado factor altamente desfavorável para a sua aprovação qualquer passagem, ainda que fugaz, pelo famigerado Coral do Liceu.

O jantar decorreu com a habitual balbúrdia, tendo sido motivo da hilaridade de todos os comensais os olhares lúbricos com que o Associado João Viegas perseguiu a simpática moçoila de serviço à mesa, que se viu acossada com insistentes gracejos, de gosto bastante discutível.

Refira-se também, não sem viva reprovação, que o mesmo Associado resolveu usufruir de todas as regalias e benefícios em que o restaurante era pródigo. Como qualquer estabelecimento de grande categoria, empenhado em facultar aos seus fregueses todas as comodidades e não se poupando a esforços para lhes proporcionar uma atmosfera aprazível, dispunha o restaurante de um televisor, estrategicamente colocado por cima da mesa em que decorria a Assembleia. É com profundo pesar e algum embaraço que se regista nesta acta o facto deplorável de o Associado João Viegas ter imposto à ruborizada Assembleia as imagens chocantes transmitidas pelo canal 18.

Bem dispostos, bem jantados e ainda melhor bebidos, decidiram os Associados prolongar os debates noutro local, tendo para tal sido eleito o vetusto bar Procópio. Infelizmente, a exiguidade das suas instalações não comportava o avantajado número de Associados, o que obrigou à escolha de outro poiso. Tal facto fez com que alguns dos presentes debandassem, mas não impediu que o grosso do grupo se transferisse para o conhecido estabelecimento de diversão nocturna denominado Stone’s, que a Associada Isabel Campos viria a classificar pouco caridosamente como museu de cera, esquecida de que todos os Associados - e também ela própria - se encontram já quase a dobrar o cabo tormentoso dos 40, e que, como tal, só com alguma boa vontade e uma iluminação difusa e cúmplice se poderão incluir entre os mais novos, mesmo no Stone’s.

Pelas quatro horas da madrugada foi decidido o encerramento da Assembleia e a consequente dispersão de todos os seus membros, os quais, já algo fartos de se aturarem reciprocamente, começavam a ficar bastante implicativos. Foi assim lavrada esta acta que, depois de lida e aprovada, vai por todos ser assinada.

O Presidente - Vanda Rebelo

O Presidente - Eulália Campagnac

O Presidente - Helena Marques Ribeiro

O Presidente - Maria João Fermisson

O Presidente - Eunice Onofre Duarte

O Presidente - Cristina Pimentel

O Presidente - Isabel Campos

O Presidente - Ana Campagnac

O Presidente - Teresa Leandro

O Presidente - Pedro Soares

O Presidente - João Viegas

O Presidente - Júlio Faísca

O Presidente - José Rui Reis

O Presidente - António Ribeiro da Silva

O Presidente - Manuel Silva Pereira

Júlio

Leninha
Maria João e Leninha

Vanda

António e... o cabelo da Eunice
eu (muito jeitosa...)

Eulália e João

Nucha
Júlio
Cristina

Isabel e António

M.ª João, Nucha, Júlio, [...], Eulália, Leninha, eu, João, Cristina, Pedro, Vanda, Zé Rui, Isabel e Eunice

M.ª João, Nucha, Júlio, Eulália, Leninha, eu, João, Cristina, Pedro, Vanda, António, Zé Rui, Isabel e Eunice


os mesmos

M.ª João, Nucha, Júlio, [...], Eulália, eu, João, Cristina, Pedro, Vanda, Zé Rui, Isabel, António e Eunice

3 comentários:

Anónimo disse...

Ó Menina Tereja, eu axim num dou bajão!

E tanto que eu tenho para dijer, agora que comexa a parexer que aj pexoaj num têm outro axunto para falar que num xeja xobre a minha pexoa.

E maij. Exa Almerinda da Xilba que por aí anda num é quem boxemexês podem penxar que é, nem me é nada, embora queira fajer penxar o contrário. A Xanta da minha Almerinda é uma infoejcluída: nem xequer xabe o que quer dijer teclar ou clicar e o computador é, para ela, um bicho de xete cabexas (embora xe entenda bem com o microondas e com o leitor de DBD).

Bou ber xe hoje à tarde conxigo contar-boj, finalmente, o fim de ano na Quarteira.

É que, como num há mal que num me chegue (como xe proba pelos diberxoj anónimoj que me têm inbectibado nejte blóguio), apanhei uma carrajpana (e ejtou a falar de gripe e não do que boxemexês podeij ejtar a penxar...) que ejtou que quaje num me mexo.

Bamoj a ber do que xou capaj.

XÍVICO ANACLETO: O BOXO GUARDA PREDILECTOO!

Anónimo disse...

Ploooinnng!

EM DEZ ANOS ENVELHECE-SE MUITO, CARAMBA! É SÓ OLHAR PARA O ESPELHOO!

Anónimo disse...

Aliano:

Se o Cleto não for para o Sri Lanka, queres fazer um blóguio a mielas comigo?

ALMERINDA, EM VEZ DE COMINHOS, BOTA ARSÉNIO NA SOPAA!