Bom-dia!
Vou tentar contar uma história do nosso último dia
de aulas… em Junho de 1975.
Estou a falar do 3ºA, no ano lectivo de 1974/75,
onde tivemos, pela primeira vez , rapazes na turma.
E falo de rapazes, pois a minha pequena história tem
como herói justamente um deles, o
Bustorff.
Já tentei vezes sem conta recordar-me do nome de baptismo deste colega
de turma, mas sem êxito.
Talvez o António Ribeiro da Silva ou o João Viegas
se lembrem… nunca mais ninguém soube nada dele, pelo que tenho de o chamar
apenas pelo apelido.
Pois bem…
Nesse dia, na aula de Português, a professora Maria
Helena Teixeira Ferreira estava a fazer chamadas para assim poder decidir a
quem “dava” nota à disciplina.
Entre estes alunos, encontrava-me eu, que tinha
faltado muito às aulas e portanto não tinha cumprido, em parte, o que era
pedido, e… o Bustorff, entre outros e outras colegas, não me lembro quem.
Depois da minha chamada oral, quando a aula estava
praticamente no fim (e estando eu e outros colegas já sentenciados), a professora
estava a começar um discurso de despedidas.
Pelo meu lado, só lamentava o ter estudado tão pouco
OS LUSÍADAS, e até já me sentia desligada da aula em si, de tão decepcionada
que me sentia.
Foi então quando, vindo da fila do António e do
João, se ouviu um estridente: “CACILHAS!”.
Todos os olhos se viraram para aquele lado.
Lembro-me vagamente de o António se deixar ficar a
olhar para a professora, quase em sentido, mas sentado.
Todos tínhamos reconhecido a voz do Bustorff e…
estávamos boquiabertos!
Eu não aguentei e pus-me para debaixo da carteira,
para me rir à vontade.
A professora Helena ficou branca, com o susto.
O Bustorff saiu da posição em que se tinha posto,
dobrado atrás da carteira, e… riu-se, riu-se…
A ocorrência ficou por ali, certamente a professora
Helena só pensou que faltavam minutos para se livrar daquele aluno tão… tão…
louco (posso chamar-lhe assim?)…
Sou das colegas que só reencontraram os colegas desta
turma por um feliz acaso, já em Novembro de 2011.
Este episódio, por ter sido tão caricato, ficou-me
na memória.
Aqui o conto, pois parece que mais ninguém fez caso
dele, o que é, de resto, perfeitamente compreensível.
Guardo memórias muito, muito gratas dos meus tempos
de aluna do Lyceu.
Com o passar dos anos, fui recordando e registando
alguns episódios e particularidades daqueles tempos.
Aqui deixo este e o dedico
a todos os queridos colegas daquela turma, da qual nunca, nunca me esqueci.

1 comentário:
Ora sê muito bem-vinda, Gaby! E peço que continues a escrever.
Eu vou colaborar, e começo por pôr aqui muitas fotografias que estão em atraso.
Por melhor que seja a minha memória, na verdade não me lembro mesmo deste episódio da nossa delirantemente divertida turma de 5.º ano. O nome próprio do Bustorff era António, até aí chego, julgo que era o n.º 5 ou 6 da turma. Mas o António (o nosso António) lembra-se de certeza, tal como aposto que se lembra do nome completo dele.
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