
Fez-se membro de pleno direito desta Associação no 3.º jantar, a 12 de Abril de 1996.
Com a exuberância que todos lhe conhecemos, a nossa Eulália é a allumeuse por excelência. Já a lembro assim do tempo do Liceu, não mudou nem um bocadinho. Com o elemento masculino é sempre coquette, cheia de insinuações brejeiras mais ou menos veladas. As mais das vezes menos. Que nunca se concretizam ou concretizaram em nada – para desgosto de alguns dos alvos das suas brincadeiras –, que a rapariga tem a cabeça no seu lugar. É uma jóia de pessoa, alegre e comunicativa, sempre a rir, sempre amiga.
O retrato da Eulália que aqui publico foi tirado num jantar em 1997, no Maracanã, esquina da Fontes Pereira de Melo com a Latino Coelho. A escolha do restaurante pode ter sido infeliz (e eu tenho um terço das culpas), mas nenhum dos presentes poderá alguma vez esquecer aquele bolo de noiva. Imaginem vocês tudo o que quiserem. Um pagode japonês? Tinha. Um pombal? Tinha. Uma fonte? Tinha. Uma casa acastelada? Também tinha. E, melhor ainda, era electrificado. Nunca esqueceremos aquele bolo, falamos dele com frequência. De vez em quando ainda visita os meus pesadelos.
Nessa mesma noite a Eulália foi protagonista de uma cena memorável. Depois do jantar, fomos todos beber um copo a um certo hotel (não se pode dizer o nome), a convite de um dos Associados. A Eulália, que combinava este top branco com uma mini-saia pregueada, encontrou no carro de quem lhe deu boleia uns ténis de homem. Emergiu do carro, e assim entrou no hotel, com eles calçados. O esquerdo no pé direito e o direito no pé esquerdo. Isto não deve ter contribuído grandemente para ficarmos bem vistos, mas deu-nos muito que rir.
Mais uma cuja presença é muito desejada. Há bastante tempo que não aparece nos jantares. Não juraria, mas creio que a última vez que a vi foi na sardinhada do António – a tal. Nos dois últimos ainda ficou de ir tomar café, mas nem isso. O Ricardo até se ofereceu para lhe pagar o jantar. I wonder why...
Foto do Manel, 9.º Jantar - Restaurante Maracanã - 10 de Outubro de 1997

33 comentários:
Lembro-me muito bem do bolo!
Um monumento!
E, obviamente, lembro-me muito bem da Eulália!
Outro!
Dos jantares, o melhor episódio não é o dos ténis. Recordo aquele outro, vivido numa serena noite, em Cascais, em que a nossa Boa Amiga (sem segundos sentidos…) ficou esquecida no restaurante; quando, no after dinner, já todos nos interrogávamos sobre o que se teria passado, ei-la aparecida, de boleia com o porteiro do restaurante, completamente fora de si (e com razão, convenhamos…), a espingardar e a praguejar como só ela sabe e tem graça a fazer…
Podia ser venenoso e lançar aqui a discussão sobre quem teve a culpa de tão imperdoável esquecimento mas não, não o faço…
Hoje, incidente sanado, podemos rir-nos um bocado (porque na altura, a situação foi complicada…).
Saudades para todos.
Manuel
E não é que só agora - eu, a mulher que tanto liga a datas - reparei que o jantar do bolo, o tal do Maracanã, foi exactamente há 9 (nove) anos? 10 de Outubro.
Manel! Que alegria encontrar-te aqui! "Vem a meus braços, celerado!" - estou a citar o Eça no Primo Bazilio, nada de confusões.
Ainda bem que referes esse tal jantar, de que também me lembrei. Ainda bem que contas como as coisas se passaram realmente. Como eu ainda não fazia parte do grupo só sabia aquilo que consta em acta (a seu devido tempo aqui ficará registado), e que para mim não era muito claro. Só num dos últimos jantares fiquei a conhecer a história toda, e concordo contigo.
Largar uma menina (quem quer que seja, aliás) a meio da noite no Guincho é imperdoável. Deixei de falar a um certo anormal com quem saí algumas vezes, há muitos anos, quando me contou todo ufano e julgo que à espera de que eu achasse muita graça, que tinha feito isso mesmo. Aliás despedi-me no momento. Graças a Deus estava em Lisboa e havia táxis.
Por outro lado, e com base no que me foi contado, percebo como aquilo aconteceu. Os ocupantes de cada carro presumiram que a Eulália estava num dos outros. O que não me retira calafrios espinha acima e abaixo a imaginar como ela se terá sentido.
Mas como dizia o bom velho Shakespeare... all's well what ends well. Ainda bem que hoje podemos rir disto e que a Eulália, graças a Deus, faz coro connosco.
Mau! Assim ninguém se entende! És então capaz de me explicar o excerto da acta referente a este tormentoso assunto? Passo a transcrever:
Com a falta de serenidade patenteada na Assembleia, alguns Associados decidiram pôr em prática um plano de concertação que pudesse desvanecer a falta de unidade reinante, criando um novo pacto político que concentrasse as atenções dos presentes e gerasse um clima de reconciliação. Ficou assim definido que o plano adequado para a concretização desse objectivo passaria pela marginalização da Associada Eulália Campagnac. Contudo, esta, confrontada com a notória e injusta tentativa de segregação e apoiada por um elemento estranho à Associação (o proprietário da sede provisória) empreendeu uma espectacular recuperação da sua posição política. Interrompendo o normal andamento dos trabalhos, Eulália Campagnac invadiu e dominou a Assembleia. Aproveitou estrategicamente a posição debilitada do Associado Manuel Silva Pereira para lhe desferir violentos ataques pessoais. Denotou excepcionais dotes oratórios e, qual flor no desabrochar da Primavera, circundada por vorazes insectos, Eulália Campagnac bradou aos quatro ventos: «- Estou polinizada!!!... Não me digam nada!!!... Estou polinizada!!!...»
O que é que eu fiz???
Manuel
Que história é essa dos e-mails?
De que é que estão a falar?
Eu não recebo e-mails nenhuns...
Manuel
Não desconverses, que a explicação é bem simples (tão cedo não descalças a bota do jantar no Cascais Atrium, continuo à espera).
Os casos em que tenho mais de um endereço para a mesma pessoa são, via de regra o de casa e o da empresa. Noutros casos, um endereço alternativo para caixas postais cheias. Contigo tal nunca sucedeu, excepção feita ao fim-de-semana passado, e por acaso até te telefonei a avisar do facto.
Já a Vanda... Bom, a camarada Vanda é mesmo um caso epecial.O primeiro dos endereços é o famoso celulamedica.pc, que mantenho por graça. Os outros dois são do marido e da filha, e naquela casa deve ser tudo doido, que nunca ninguém recebe nada.
Quanto a mim... olha, a verdade é que já não sei por que raio também está lá o meu nome. Quando, para maior comodidade, criei o grupo «Liceu» dentro da pasta de endereços devo ter tido alguma poderosa razão para me incluir. Varreu-se-me. Deve ser a idade.
Caríssimo António:
Quando disse "porteiro" queria reportar-me ao verdadeiro sentido da palavra: o que abre e fecha a porta, o detentor das respectivas chaves e seu responsável máximo...Tal como São Pedro é o porteiro do Céu e cada um de nós de suas próprias casas...
Lamento que não tenhas entendido...
Verdade, verdadinha que a minha memória está longe da tua e da da Teresa e, portanto, farás o favor de explicar, em oportunidade que tenhas por conveniente, que história é aquela do "Aproveitou estrategicamente a posição debilitada do Associado Manuel Silva Pereira para lhe desferir violentos ataques pessoais." que consta da acta respectiva. É que não faço a mais piquena (como diria a Teresa) ideia do que se trata...
E, já agora, um abraço...
Manuel
Eu não digo piquena, Manel.
Caro António:
Na última vez que fui fazer compras a Carrazeda de Ansiães, que é uma coisa que dá sempre jeito, pela curta distância que separa aquela encantadora terra da "capital do Reino" e pela óptima estrada que as liga, só havia o LIDL!
António:
Tu não me digas que estás a fazer as palavras cruzadas do Expresso...
Ou será que te estás a preparar para ires ao "Um contra todos"???
Manuel
Julgo que sim, António, mas na variante para bolos (vem especificada no pacote).
Escuta cá: tu mudaste de actividade ou quê?
Querida Teresa:
Verdadeiramente, não sei se dizes piquena mas se dissesses não me espantaria...
Beijos
Manuel
Toino:
Bai-te encher de moscas...
Manuel
Não tenho nada para dizer mas, como é para o record...
Vocemecês estão muito adiantados nestas coisas dos blogues. O que vale é que encontrei o amigo J.Pacheco Pereira que me explicou tudinho...
Teresa ,és capz de pedir ao Manel para marcar um jantarinho lá no hotel? Estou farto das organizações Fatias . beijos, j
O anónimo sou eu. João Oak Tree. Não tenho a merda da password! Senhora Dona Teresa , por favor...Obrigado, bjs.j
Toninho, Eu vou tomar o café, jantar e cear. não necessáriamente por esta ordem.J
Vamos por partes:
António, então só o Manel tem honras de convite para tomar café?
Anónimo J, julgo que não estamos lá muito bem vistos no hotel. Eu não arrisco a petição, tenta tu.
João Oak Tree, não precisas de password. Basta entrares como outro e aparece-te um espaço para escreveres o teu nome.
António:
Estou a convalescer de uma gripe (acho eu) e não me é aconselhável apanhar relento. Além disso, continuo de volta do trabalho final da pós-graduação, de que não sou capaz de me ver livre, embora persista...
Fica para breve.... (e deixa lá os invejosos: enquanto a caravana passa....)
Um abraço
Manuel
Já começou o jogo???
Sempre é muito mauzinho, António!
Meus Filhos:
Aleluia! Hossana! Aleluia!!!!
Então não é que o bloco (Apre! Não consigo entender a escolha deste nome…) parece
ter-se animado???!!!!
Quão bom é ver-vos comungarem de prazenteiros momentos do vosso tempo de lazer, escrevinhando inconsequências neste espaço!
Quão bom é saber que as relações que, em tempo, tecestes, se não desvaneceram sob a égide implacável de Khronos (Meu Deus, Vós que sois Senhor de todas as coisas, visíveis e invisíveis, sabeis que não estou a minorar o Vosso papel mas, antes, a utilizar uma vulgaríssima figura poética…)!
Quão bom é saber que permanecem a Amizade, o Companheirismo, a Alegria, concomitantemente com o pequeno veneno, o gosto de fazer outrem corar de vergonha, a maldadezinha sem outros objectivos que não ela própria!
Quão bom é saber-vos cúmplices, saber-vos solidários, saber-vos uns para os outros…
(Quão bom é, para mim, ser tão inocente, tão crédulo, tão verdadeiramente naïf!)
No meio de toda esta imensa Alegria (não há bela sem senão!) apenas me entristece que o Sr. Alísio (ou Primavera ou Andorinha ou lá como se chama) nunca tenha dado resposta ao meu apelo. É que a esta distância da data em que se vai realizar a quermesse paroquial (para a qual estão, desde já, todos convidados), mesmo que venhamos a fechar negócio, já não consigo preparar devidamente os torresmos…
Ficai-vos na Paz de Cristo! E não deixeis de exultar pelo sucesso que está a ter este bloco (Irra!!!).
Pe. Egas Vaz
Já estranhávamos a sua ausência, Rev.º Padre.
Menina Teresa, Minha Filha:
A Menina é um bocadinho abelhuda, não é?
Não há intervenção neste bloco (valha-me o Santíssimo Sacramento!) que a Menina não sinta necessidade de comentar... Porque será?
Bem sei que a Menina é que manda nesta coisa mas parece-me algo exagerado ter de opinar sobre tudo o que se escreve. A mim tanto se me dá que sinta (ou que sintam, como insinua) a minha falta, como não. Sempre que quiser intervir e a Menina me deixar, fá-lo-ei.
Em boa verdade lhe digo, porém, que dispenso os comentários que possa ter a fazer àquilo que eu sinta que devo transmitir aos frequentadores deste bloco (Dai-me forças, meu Deus, dai-me ânimo para prosseguir...).
Espero que estejamos entendidos, e saúdo-a, na Paz de Cristo!
Pe. Egas Vaz
Ena ena, o que p'ráqui vai! Nem parece o mesmo blogue!
Mas não vejo a outra do Restelo. Perdeu o pio?
Ex-Saudosa Rainha dos Meus Momentos Livres e de Todos os Outros que completam a Minha Existência (também assumida Drama Queen):
Desde a tua primeira intervenção que qualquer coisa neste planeta azul, e em todo o Universo, se transfigurou, pelo menos, para mim. E era, por isso, quase insuportável a dor da tua ausência.
Saber-te por aqui sem saber onde, sentir-te perto e, contudo, não estar certo de que por aqui andavas, ah!, Rainha do Drama, Rainha dos Meus Dramas (mas também de todos os meus Actos), tem sido duro de mais.
Pois agora, depois de teres voltado a
sorrir-me, já na noite vai nascendo a Estrela da Manhã, prefigurando a luz gloriosa do novo dia, da nova era, do novo tempo.
Arrojo-me a teus pés, Senhora de Mim todo!
Adam Blinkingeye
Queres ver que isto até se pode transformar num ponto de encontros amorosos?
Quem diria?
Concordo com o último post do ARS...
E não me parece, Teresa, que devas deixar que este espaço entre em auto-gestão e que cada um faça o que lhe der na real gana...
E, já agora, tu, Eulália, por onde andas, que nos não ligas meia???
Parece-me, Manel, que devo limitar as minhas interferências de administração ao mínimo possível, até porque acho muito improvável que os pseudónimos que aqui vão surgindo de vez em quando sejam de pessoas estranhas ao grupo.
No entanto, se achar que algum comentário pode ser considerado ofensivo ou difamatório reservo-me o direito de o retirar. Enquanto tal não acontecer - e duvido muito que aconteça - prefiro abster-me de intervir.
Pró ARS:
Agradecida pelo convite, mas o que é que eu ia fazer pra um jantar de cotas?
Amiga Cindy Calista:
Que tal dispor-se a fazer uma espécie de sunset parties antes dos jantares por forma a que os mais necessitados pudessem
entregar-se nas suas mãos para que lhes tratasse devidamente das respectivas extremidades distais?
Se tiver um curso de reflexologia, eu sou dos primeiros a inscrever-me (ainda que, como tem sido hábito, motivos de agenda possam, posteriormente, impedir-me de participar no ágape).
Olhe que ainda fazia uns dinheiritos! E depois, sabe como é... Se o seu trabalho for bom, não deixaremos de o divulgar... Estamos prontos a ajudar quem precisa!
Pense nisso, tá, Fofa?
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